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Plano de saúde

Skyrizi pelo plano de saúde: Tratamento de alto custo sem dores de cabeça

Para quem convive com doenças inflamatórias crônicas, como a psoríase em placas, a doença de Crohn ou a retocolite ulcerativa, o medicamento Skyrizi® (risanquizumabe) representa um salto tecnológico fundamental. Ele atua bloqueando uma proteína específica (interleucina-23) que causa as inflamações persistentes no corpo.

No entanto, por ser um medicamento biológico de ponta, o seu valor é extremamente elevado, podendo ultrapassar os R$ 33 mil por aplicação. Esse custo faz com que muitas operadoras de saúde neguem o fornecimento, mas, felizmente, a lei está do lado do paciente.

Por que os planos de saúde ainda negam o Skyrizi?

As negativas costumam vir acompanhadas de justificativas técnicas que assustam o consumidor, como:

  • Diretrizes de Utilização (DUT): Dizem que o paciente não preenche todos os requisitos administrativos.
  • Uso Off Label: Quando o médico indica o remédio para uma finalidade que ainda não está detalhada na bula.

O que você precisa saber: Em 2026, essas desculpas já não têm força total na justiça.

O ponto principal é que o risanquizumabe possui registro na ANVISA. Esse registro prova que o medicamento é seguro e eficaz para uso no Brasil. Se o seu médico, que é quem conhece o seu histórico, receitou o Skyrizi como a melhor opção (especialmente após falha em tratamentos convencionais), o plano de saúde deve cobrir.

Assim como acontece com os medicamentos de alto custo para bebês, a justiça entende que o equilíbrio financeiro da operadora não pode ser maior que o direito à saúde do paciente.

O que fazer diante de uma negativa?

Se você recebeu um “não” do convênio ou do SUS, não desanime. Para buscar seus direitos, você precisará de dois documentos essenciais:

  1. Relatório Médico Detalhado: O médico deve explicar seu diagnóstico (com o CID), os tratamentos que você já tentou e por que o Skyrizi é indispensável agora.
  2. Negativa por Escrito: O plano de saúde é obrigado a fornecer a recusa formalizada.

Com a documentação necessária, é possível avaliar a viabilidade de adoção de medidas judiciais, inclusive com pedido de tutela de urgência (liminar), visando assegurar o acesso ao medicamento prescrito, sem que seja necessário aguardar o julgamento definitivo do processo.

Diante da negativa de cobertura de medicamentos de alto custo, é importante conhecer os direitos assegurados pela legislação e as possibilidades jurídicas aplicáveis a cada situação. A análise individualizada do contrato, da justificativa apresentada pela operadora e da documentação médica é fundamental para identificar eventuais abusividades e as medidas cabíveis à proteção dos direitos do paciente.

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